8/11/2008

Beijing e o Brasil

Sempre fui fanático pelas Olimpíadas e tudo o que ela representa. Ideiais de paz, fraternidade, competição aberta. São todas idéias que cabem em muitas situações.
Mas estas idéias não duraram muito tempo, os esportistas ficaram cada vez mais profissionais, bombados, robóticos e a história do "importante é competir" ficou apenas para os esportistas de fim de semana que vão ao parque fazer um cooper antes tomar aquela cerveja com os amigos.

Nisso até o Barão de Coubertain, grande idealizador das Olimpíadas modernas, pediu as contas lá pelos anos de 1900 e bolinha pois não era bem isso que queria.

E onde chegamos?

Bem... chegamos ao ano de 2008 onde nadadores mais parecem peixes ou algo parecido com homens metamorfos transformados pela tecnologia para produzirem cada vez mais e mais recordes, contratos de publicidades e, por quê não, medalhas.

E fomos para lá. Beijing (ou Pequim, como queiram) com nossos heróis de Pan-americanos e Mundiais, conquistar as oitavas, décimas, últimas posições... mas como assim???

Deixe eu ilustrar:



Uma pessoa fica 4 anos ou mais treinando e acontece um acidente lastimável ou perde de maneira vergonhosa e desastrosa.
Infelizmente é o que muitos sentem, amigos com quem eu converso já me perguntaram: "o que é melhor, levar 200 e voltar com 2 bronzes ou ir com 3 e pegar 3 ouros?". Está aí algo interessante a se pensar.

E antes que me digam: aaa mas os EUA têm muito mais estrutura!!! Whatever, quem quer vai atrás e o povo (governo) brasileiro deve estar muito mais preocupado com problemas sociais e econômicos do que os resultados esportivos de um país a 11 horas de distância.

Ou não!?!


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